quem descia gingando na ladeira,
subiu cabisbaixo, nem levantou poeira.
não tive o que falar. também, nem tive maneira.
e, pra variar, cê fez de brincadeira.
logo comigo, menino capoeira,
que nunca envergou pro inimigo,
fiquei pequeno na tua sujeira.
saiba você,
no meu olho ainda tem areia.
- Ajuda eu, minha mãe sereia?
- Você não pode com ela, é menina faceira!
- Logo eu, Odoiá?
- Menino, desce dessa coragem! Cê tá brincando na maré cheia!
a vadiagem achou a coisa feia e,
no calor que daria samba,
se fez cinza na quarta-feira.
sai pequeno,
macaco-velho caido da bananeira.
foi rodo, foi sujeira.
teve cobra sorrindo,
se esparramando no pé da macieira.
dei três batidas na madeira,
até fechei meu umbigo.
ali eu não volto, fico aqui com meu amigo.
fazendo samba nesse pé de mangueira.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
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2 comentários:
Eu também brinco na maré cheia,por vezes quase me afogo.
Tenho que dizer que fico impressionada com o seu potencial sabia?
Você me assusta.
=]
Beijos
Boa, garoto! tô lendo aqui e curtindo bastante. hehe...já q é de graça vou aproveitar!
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